terça-feira, 2 de novembro de 2010

Massacre de cristãos em igreja católica de Bagdá

» IRAQUE
Massacre de cristãos em igreja católica de Bagdá
Publicado em 02.11.2010

 
BAGDÁ – Uma operação de resgate de 120 cristãos feitos reféns por extremistas ligados à Al-Qaeda em uma igreja católica em Bagdá, domingo, deixou 58 mortos e 78 feridos, a maioria mulheres e crianças. Autoridades suspeitam que a maior parte dos reféns foi morta depois que forças especiais iraquianas e americanas decidiram invadir a Igreja Nossa Senhora da Salvação. Porém, há relatos de que vítimas já estavam sendo baleadas antes. Dos 58 mortos, dois eram padres, 39 fiéis e 12 policiais. Outras cinco pessoas morreram ao passar na frente da igreja, atingidas por uma explosão.
O premiê iraquiano Nouri al-Maliki afirmou que o ataque foi uma tentativa de extremistas muçulmanos de expulsar a minoria católica do país. Foi o maior ataque realizado contra a minoria cristã desde a invasão americana em 2003. Ontem, o papa Bento XVI condenou o atentado e pediu a paz no Oriente Médio. “Rezo pelas vítimas dessa violência sem sentido.”
A ação começou no início da noite de domingo, quando um carro-bomba explodiu perto da Bolsa de Valores de Bagdá, próxima à igreja. Entre cinco e oito insurgentes usando coletes com explosivos, granadas e armas de fogo feriram dois seguranças e em seguida invadiram a igreja. Por telefone, exigiram das autoridades a libertação de integrantes da Al-Qaeda.
A igreja foi cercada pela polícia, que negociou por quatro horas, até que forças especiais do Iraque e dos EUA decidiram pela invasão, alegando ter ouvido disparos. Os extremistas teriam então detonado explosivos e atirado. Um dos insurgentes teria fuzilado 30 reféns no porão da igreja. 

Fonte: Jornal do Commercio

Eleição para tirar o sono de Obama

» ESTADOS UNIDOS
Eleição para tirar o sono de Obama
Publicado em 02.11.2010

Com favoritismo dos republicanos para alcançar a maioria na Câmara dos Representantes, o pleito de hoje será determinante para definir a cara do restante do governo e servirá de termômetro para 2012

WASHINGTON – Como o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, despertará amanhã de manhã somente os travesseiros da Casa Branca e a primeira-dama Michelle Obama irão saber. A qualidade de seu sono será decidida hoje nas urnas e na madrugada da contagem dos votos que definirá a nova composição do Congresso americano e de 37 governos estaduais. Segundo as pesquisas de opinião, o cenário mais provável aponta para a perda da maioria do Partido Democrata na Câmara de Representantes e a manutenção de uma escassa vantagem do governo no Senado.
Confirmadas as previsões da sondagem Reuters/Ipsos divulgada ontem, os republicanos, atualmente de posse de 178 cadeiras na Câmara, deverão impor uma severa derrota à Casa Branca, conquistando 231 do total das 435 vagas em jogo. Além da Câmara, a eleição envolve a escolha de 37 das cem vagas no Senado.
Ontem, em entrevista à rádio WDAS-FM, da Filadélfia, Obama afirmou que os EUA se arriscam a enfrentar uma situação econômica “muito, muito difícil” no caso de vitória dos republicanos. “Poderemos enfrentar uma situação muito, mas muito difícil”, advertiu Obama, prevendo que o pleito terá “consequências durante as décadas futuras”.
“Vamos precisar de uma boa participação” a favor dos candidatos democratas porque “se os outros (republicanos) forem adiante, poderemos ter problemas para fazer este país progredir”, advertiu.
A provável nova paisagem eleitoral restringiria o campo de ações do governo e permitiria ao Partido Republicano controlar a agenda política do país. Para o analista político Michael Barone, o presidente terá que escolher o grau de transigência e de confronto a ser utilizado nas negociações políticas com a oposição. Ele prevê tentativas republicanas de rejeição da reforma da saúde já aprovada, mas vê os maiores desacordos em torno dos temas orçamentários.
Com a provável perda da maioria parlamentar, Obama deverá se concentrar em temas de política externa, uma vez que, para as questões domésticas, ficará submetido aos ditames da oposição. “É o que os presidentes nessa situação normalmente fazem”, arrisca o analista.
Barone acredita que as chances de Obama nas eleições presidenciais de 2012 ainda são bastante incertas e dependerão, em grande parte, de quem será seu principal opositor. Atualmente, a ex-governadora do Alasca Sarah Palin está em alta, devido ao ganho de popularidade obtido pelo grupo ultraconservador Tea Party, liderado por ela.
Para Stephen Wayne, especialista em política americana da Universidade Georgetown, Obama será obrigado a se reconciliar com os republicanos para levar adiante o governo. 

Fonte: Jornal do Commercio
Embate regionalista domina o TwitterPublicado em 02.11.2010
RIO – No primeiro dia após a eleição de Dilma Rousseff (PT) para a Presidência do Brasil, um embate regionalista tomou conta do Twitter. Milhares de usuários brasileiros trocaram provocações após a usuária Mayara Petruso (@mayarapetruso), insatisfeita com a eleição de Dilma, postar uma mensagem raivosa contra os nordestinos, ainda na madrugada: “Nordestisto (sic) não é gente. Faça um favor a SP: mate um nordestino afogado!”O assunto rapidamente repercutiu na rede e tomou conta das conversas pelo microblog desde a madrugada. Por volta do meio-dia, o termo “nordestisto”, como a estudante de Direito se referiu aos nordestinos, era o terceiro termo na lista dos Trending Topics no Brasil (os termos mais usados pelos usuários), antecedido por #orgulhodesernordestino. Também na lista, “norte/nordeste” e “sul/sudeste”.
O comentário foi logo repassado pelos seguidores de Mayara. Em poucos minutos, dezenas de usuários responderam em suas contas e entraram na polêmica, dando início a uma onda de postagens, tanto favoráveis quanto contrários à posição de Mayara, como pode ser visto abaixo.
De @roberto_william: “Sulistas que acusam nordestinos de ‘eleger’ Dilma foram os mesmos que elegeram Tiririca (nordestino também)”. De @Evevys: “Acho engraçado, o Sudeste elege Romário, Bebeto e Tiririca. Agora critica o Nordeste por votar em Dilma. #Hipocrisia”. De @felipecbotelho: “Realmente é uma miséria ser nordestino: ter que ir à praia no feriado num ótimo clima, beber água de coco, respirar um ar puro”.
Muitos, no entanto, refutaram a divisão regionalista e escreveram mensagens contra as provocações. De @LucasBapt: “Que palhaçada esse negócio de Norte/Nordeste versus Sul/Sudeste. Somos todos brasileiros, e Dilma foi eleita por todas as regiões”.
De @dudu_braga: “Ai ai, em época de Copa do Mundo e Carnaval todo mundo é brasileiro, depois da eleição é #nordestisto Norte/Nordeste x Sul/Sudeste”.
De @gerivaldo: “Para registrar minha indignação com a intolerância, tenho #orgulhodesernordestino”. De @maguimaraes_ : “É por causa dessas brigas Norte/Nordeste X Sul/Sudeste que o Brasil não vai pra frente. Ignorância predomina o país. #Orgulhodesernordestino”. O perfil original de Mayara foi deletado, mas internautas já trataram de criar uma conta falsa (@nordestisto), que posta sátiras e críticas às declarações dela.

Fonte: Jornal do Commercio

ENTREVISTA » EDUARDO CAMPOS “Batemos a meta. Agora é trabalhar”


Publicado em 02.11.2010

 
Sheila Borges sborges@jc.com.br Em função da importância da participação de Pernambuco na campanha da presidente eleita Dilma Rousseff (PT) e do crescimento nacional do PSB, o governador-reeleito Eduardo Campos (PSB), presidente do partido, foi bastante assediado pela imprensa, ontem, em Brasília, onde permaneceu – após festejar, no domingo, o sucesso governista com Lula e Dilma – para analisar os números totais da eleição. Pernambuco, segundo ele, teve um peso de 3% na votação total da diferença de 12% entre Dilma e o tucano José Serra (PSDB). Para Eduardo, aumenta agora o compromisso da petista com o Estado.

O RESULTADO
“Era esse o resultado (da eleição). Bateu com a pesquisa interna que a gente tinha. Deu ainda melhor porque a gente conseguiu que o povo fosse votar. A abstenção só subiu um pouco e o voto nulo reduziu. Além disso, a mobilização respondeu fortemente. Crescemos (a votação de Dilma) na Região Metropolitana do Recife e o interior veio bem próximo. Fizemos um comparativo por região.”
PERNAMBUCO
“Nós demos dois milhões de votos de diferença para Dilma. Pernambuco representou 3% da diferença nacional de 12% entre os dois candidatos (Dilma e Serra). No Nordeste, ficamos próximos à Bahia e ao Ceará (cada um deles com o peso de 3% em relação à diferença nacional de 12%). Mas em termos absolutos, nós ficamos em segundo, só abaixo da Bahia (Dilma teve 4,7 milhões de votos válidos na Bahia e 3,4 milhões em Pernambuco).”
A META
“Nós batemos a meta que fixamos desde o início (do segundo turno). Houve um bom aproveitamento do voto. Dilma teve (agora) sete mil votos a mais do que eu no primeiro turno porque caiu o voto nulo. Também tivemos a menor abstenção do Nordeste. E os menores índices de votos nulos e em branco.”
COMPROMISSO
“De um lado, o resultado nos dá mais responsabilidade. Do outro, mais compromisso por parte da presidente eleita. Ela viu o esforço que foi feito no Estado. Mas não sabemos quando ela vem. Agora, vai ter que cuidar da transição.”
MAIS ATENÇÃO
“Claro que houve um reforço do laço entre Dilma e o Estado (lembrando do pedido que fez para a nova presidente ainda na campanha, para que ela trate o Estado da mesma forma como o presidente Lula tem tratado ao longo dos oito anos de governo).”
EMOÇÃO
“Foi uma comemoração muito emocionante. Quando conversamos após o resultado, ela (Dilma) disse que um dos momentos mais emocionantes da campanha do segundo turno foi a carreata em Caruaru. O presidente Lula também falou que se emocionou muito na caminhada que fez no Recife, quando em plena Conde da Boa Vista e embaixo de chuva viu aquela militância e todos os líderes da Frente Popular.”
PAUTA DE 2011
“Agora é trabalhar muito. Estamos tocando as coisas. A partir do próximo ano, temos que concluir o PAC 1 e discutir o PAC 2. Também temos a Transnordestina. E dois assuntos são desafiadores – a questão da mobilidade e a da saúde.” 

Fonte: Jornal do Commercio

Vitória em todos os municípios


Publicado em 02.11.2010

 
A nova presidente do Brasil, Dilma Rousseff (PT), teve uma vitória consagradora em Pernambuco, ganhou com 3,4 milhões de votos, ou seja, 75,65% dos votos válidos (veja arte ao lado). E por uma diferença de 2,3 milhões de votos em relação ao seu adversário, o ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB), que obteve 1,1 milhão (24,35% dos votos válidos). Ela ficou na dianteira em todos os 184 municípios do Estado e no Arquipélago de Fernando de Noronha.A ex-ministra da Casa Civil contabilizou mais de 90% dos votos válidos em 20 cidades pernambucanas – 18 delas localizadas no Sertão e duas no Agreste. Assim como ocorreu no primeiro turno, foi Calumbi, no Sertão do Pajeú, que deu a maior votação a Dilma. No segundo turno, a petista ficou com 96,51% dos votos válidos, quase dois pontos percentuais a mais do que recebeu no turno anterior. Em seguida, veio Betânia, no Sertão do Moxotó, onde a futura presidente obteve 95,50% dos votos válidos. Itacuruba, no Sertão do São Francisco, foi a terceira cidade onde a ex-ministra foi mais bem votada. Ganhou com 94,67% dos votos válidos.
Dos 10 municípios onde o desempenho de Dilma Rousseff foi mais baixo: seis ficam no Agreste e quatro na Zona da Mata. Os índices mais baixos ficaram em torno dos 57%. Em Paudalho, na Mata Norte, a petista contabilizou 57,23% dos votos válidos. Em Santa Cruz do Capibaribe, no Agreste, a performance da ex-ministra foi um pouco melhor, ficou com 58% dos votos válidos. Em Taquaritinga do Norte, cidade próxima de Santa Cruz do Capibaribe, Dilma obteve 59,97% dos votos válidos.
No ranking da votação final, Recife ficou na posição 172º, concedendo a ex-ministra 66,35% dos votos válidos. Mesmo assim, o resultado final da petista em todas as 14 cidades da Região Metropolitana ficou em 71,8% – a média mais baixa das regiões. A mais alta foi no Sertão, com 84,9%, onde estão muitas das pessoas beneficiadas por programas do governo federal, como o Bolsa Família.
O governador reeleito Eduardo Campos (PSB) conseguiu atingir a sua meta, que era elevar a votação que Dilma registrou no primeiro turno (61,74%), já que entre os votos do socialista e os da petista a diferença era de 702.123. Ao final do segundo turno, contudo, Dilma ultrapassou, em números absolutos, a votação do chefe do Executivo estadual em sete mil votos. 

Fonte: Jornal do Commercio

Cumprimentos de chefes de Estado marcam o dia

Cumprimentos de chefes de Estado marcam o diaPublicado em 02.11.2010
 
BRASÍLIA – A presidente eleita, Dilma Rousseff, dedicou parte do dia de ontem a receber cartas e telefonemas de chefes de Estado parabenizando-a por sua vitória. Presidentes como o americano Barack Obama, o iraniano Mahmoud Ahmadinejad e o venezuelano Hugo Chávez se manifestaram, cada um com seu estilo próprio. “Obama disse que quer continuar a interação com o Brasil, citando temas sensíveis como a questão energética e a política internacional”, disse o assessor para assuntos internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia.
Obama, que teria convidado a presidente eleita a uma visita aos Estados Unidos, falou com Dilma por telefone, e Ahmadinejad enviou uma carta. O presidente do Irã falou em justiça regional e internacional, segurança e estabilidade e defendeu o fim do uso da força pelas grandes potências. Chávez relatou o encontro no Twitter: “Falei com a presidente Dilma. Encarregou-me de saudar a todo o povo venezuelano. ‘Seguiremos construindo a unidade Brasil-Venezuela’, disse”.
O presidente da França, Nicolas Sarkozy, também telefonou para Dilma, e lembrou a parceria entre o Brasil e seu país. Sarkozy está interessado na compra de caças de combate pela Força Aérea Brasileira. Em comunicado, o presidente francês manifestou suas “muito calorosas felicitações” pela vitória, e disse que a eleição dela era o “reconhecimento do povo brasileiro pelo considerável trabalho feito pelo presidente Lula para fazer do Brasil um país moderno e mais justo”.
O presidente de Portugal, José Sócrates, citou Chico Buarque para dizer que a vitória de Dilma teve “gosto de alecrim”, referindo-se à música “Tanto mar”. O primeiro-ministro búlgaro, Boiko Borisov, declarou estar ansioso para receber a presidente eleita na Bulgária, o país de origem do pai de Dilma.
O presidente da Fifa, o suíço Joseph Blatter, parabenizou Dilma, em carta em que disse ter certeza de que a Copa de 2014 causará um grande impacto positivo no país

Fonte: Jornal do Commercio

Nordeste foi onde Dilma teve maior vantagem

Região


Publicado em 01.11.2010

JC on line

O segundo turno das eleições presidenciais foi definido especialmente pela Região Nordeste, onde a candidata petista, Dilma Rousseff, teve 10,7 milhões de votos a mais que o tucano José Serra. Os dados foram apresentados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) hoje (1º), após concluir a apuração de todas as urnas do país.

Temer quer unir PMDB em torno do governo Dilma

Vice-presidente eleito

Publicado em 01.11.2010

O vice-presidente eleito, Michel Temer (PMDB), disse nesta segunda (1º) que vai tentar unir todo o PMDB em torno do governo da presidente eleita, Dilma Rousseff. Após visitar o atual vice-presidente, José Alencar, que está internado no Hospital Sírio-Libanês, na capital paulista, o peemedebista, que é também presidente nacional da sigla, afirmou que a maior parte dos deputados federais e senadores eleitos pelo PMDB está ao lado de Dilma e disse que, passado o período eleitoral, a sigla vai trabalhar para eliminar arestas regionais e reunir os seus integrantes em apoio ao próximo governo. "O PMDB está unido. Hoje, temos uma unidade que chega a 92% e o objetivo é tentar alcançar os 100%."

Temer disse que a tentativa de unir o PMDB em torno de Dilma vai incluir o diretório paulista, liderado pelo ex-governador Orestes Quércia, que apoiou José Serra (PSDB) nessas eleições presidenciais. "Seguramente, daqui a pouco", disse o peemedebista, sem dar mais detalhes sobre como isso será feito.

Ele afirmou também que será um dos coordenadores da equipe de transição do governo ao lado do ex-deputado Moreira Franco (PMDB). "Seguramente eu participarei. O Moreira Franco tem participado, inclusive, da elaboração do programa de governo. E é possível que ele continue a participar. Isso é uma coisa que vamos examinar a partir de agora", disse.

"Hoje é o primeiro dia. Seguramente vamos participar dessas reuniões, não tenho dúvida disso, mas ainda estamos no primeiro dia depois da vitória e temos de dar tempo ao tempo." O vice-presidente eleito evitou falar sobre a quantidade de ministros que o PMDB terá no governo de Dilma. "Eu acho que fomos contemplados no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas, evidentemente, não digo que será do mesmo tamanho ou se será maior. Nesse momento, não tenho condições de dizer isso."

Ele limitou-se a dizer que os novos ministros terão um perfil "técnico-político" e que só dará opinião sobre os nomes a serem ocupados no Ministério da Justiça e no Supremo Tribunal Federal (STF) se Dilma pedir a sua opinião. "Quem escolhe será a presidente, se eu for chamado a dizer alguma coisa, eu direi. Mas a escolha, num regime presidencialista, é da presidente", afirmou Temer, que é advogado e professor de Direito.

ALENCAR - O peemedebista contou que José Alencar está bem e que fez questão de que ele entrasse em seu quarto. "Ele está com muita disposição. Fez questão de que eu entrasse. Eu ia apenas registrar a minha visita e, além de nos cumprimentarmos pela vitória, ele fez sugestões para o governo", afirmou. "Ele sugeriu que o governo siga na trilha que está seguindo, com muito enfoque no social. Ele enfatizou muito isso."

Sobre o seu estado de saúde, Temer afirmou que o astral do vice está alto e que ele está muito bem humorado. O peemedebista foi questionado sobre se vai manter a linha crítica de Alencar em relação à política econômica do governo, mas foi evasivo, ao responder a questão. "Pretendo primeiro receber os conselhos. Depois, vou verificar qual será a minha postura como vice", limitou-se a dizer.

Temer disse que vai se manter na Presidência Nacional do PMDB e que permanecerá no comando do Congresso até o fim deste ano. "Tenho sessão na quarta-feira, estarei lá para abrir a sessão", afirmou. "Não há a figura do licenciamento, eu já tentei isso durante a campanha, mas não há a figura da licença nem da renúncia. Se eu renunciasse, teria de haver nova eleição", explicou.

Sobre as negociações para a presidência da Câmara dos Deputados e do Senado, para 2011, Temer afirmou que a questão não deve ser discutida neste momento. "Isso é para depois, bem depois, não é para agora". O peemedebista ressaltou que essa é a primeira visita que faz a qualquer pessoa como vice-presidente eleito.

Fonte: Agência Estado

PSB quer aumentar participação no governo Dilma

Cargos

Publicado em 01.11.2010, às 21h12

O PSB quer aumentar sua participação no governo da presidente eleita, a petista Dilma Rousseff. Depois de eleger seis governadores de Estado, os socialistas esperam ser contemplados com, pelo menos, três ministérios e uma estatal de peso, como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O partido está de olho no Ministério das Cidades, hoje com o PP, ou no da Integração Nacional, nas mãos do PMDB.

Os socialistas argumentam que querem uma pasta com "mais capilaridade", ou seja, um ministério com mais dinheiro e cargos. Hoje o PSB comanda o Ministério da Ciência e Tecnologia e o de Portos.

"Da base do governo, somos o partido que tem mais governadores. Nós governamos tantos brasileiros quanto os governadores do PT", observou o governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB Eduardo Campos. "O partido quer uma participação mais estratégica na definição da linha estratégica de governo", disse o senador e governador eleito do Espírito Santo, Renato Casagrande.

A Executiva Nacional do PSB deverá se reunir na quinta-feira (4) para fazer uma avaliação das eleições. Com uma bancada de 35 deputados federais, a legenda estuda formar um bloco com o PDT e o PCdoB para, dessa forma, ganhar mais poder de fogo na reivindicação de ministérios.

Os três partidos ficarão com 74 deputados a partir de 1º de fevereiro de 2011. Juntos teriam chances de pleitear cinco ministérios: três para o PSB, um para o PCdoB (que manteria a pasta de Esportes) e outro para o PDT, que continuaria com o Trabalho.

Fonte: Agência Estado

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Eleição de Dilma repercute na imprensa internacional

Vitória

A vitória da petista Dilma Roussef, que neste 31 de outubro se tornou a primeira mulher a se tornar presidente do Brasil, ganhou as manchetes e repercutiu em alguns dos principais portais de notícias do mundo. Na vizinha Argentina, a principal matéria do Clarín dizia: "Dilma obteve um triunfo contundente e é a nova presidente do Brasil". O texto mostra que a candidata de Lula obteve 55% dos votos e conseguiu uma diferença de mais de 10 pontos sobre seu rival, José Serra.
O The New York Times, dos Estados Unidos, explica que a ex-líder guerrilheira venceu as eleições depois de prometer manter as políticas que tiraram milhões da pobreza e fizeram do Brasil uma das maiores economias do mundo. Segundo o jornal, o resultado completou uma viagem improvável de Dilma, que a levou da prisão e tortura a ser a primeira mulher a liderar a maior economia da América Latina.
Na Espanha, o El País traz em sua manchete: "Dilma Roussef sucede Lula e será a primeira presidente mulher do Brasil". O jornal acrescenta que 137 milhões de brasileiros foram às urnas para decidir quem seria o 40º presidente do quinto maior país do mundo e, sobretudo, quem sucederia o legendário presidente Lula. O El país ainda cita que a candidata foi escolhida pelo principal representante do PT, apesar da opinião contrária de muitos correligionários e que a decisão fez a diferença no momento da vitória.

O francês Le Monde diz que a nova mandatária brasileira se aproveitou da popularidade do presidente Lula, que não poderia ocupar a cadeira novamente. Segundo o texto, Dilma é desprovidade de carisma, mas sempre teve a reputação de "dama-de-ferro" enquanto esteve no governo. O jornal destaca ainda os momentos vividos na prisão, sob tortura nos anos 70 e que era uma desconhecida da maioria dos brasileiros há poucos meses. Já o italiano Corriere della Sera escreve que Roussef herdará um país em um de seus melhores momentos econômicos, com a industrialização e a diminuição dos níveis de desemprego.

Fonte: Do JC Online